Não vou nem falar que o dia começou cedo, pois já virou redundância neste blog. Hoje fizemos o passeio de barco até o glaciar serrano. Após a experiência no dia anterior, coloquei todas as minhas roupas de frio na mochila e fizemos uma caminhada de duas quadras até o lugar que deveriamos pegar a van para o porto. Ao chegar no local da van, descobrimos que a água não estava inclusa no passeio. Dei um pique até o albergue, peguei nosso galão e voltei para o local da van, que já estava cheia de gringos. Ao chegar no cais, vimos um barco tradicional aqui do Chile, que se chamava “21 de maio III”. No barco tínhamos que sentar numa mesa para seis pessoas. Como estávamos apenas em dois, a tripulação nos colocou numa mesa com duas argentinas e um casal de suíços (que depois descobriríamos que não se tratava de um casal, mas de pai e filha). Logo pegamos amizade com Celeste e Julieta, as argentinas. Aposto que Lolo e Maiara sentiram a lâmina entrando no abdômen (rsrs). No entanto, as simpáticas argentinas tinham alguns problemas, os quais passo a listar: 1) tinham mais de sessenta anos; 2) Celeste tinha Alzheimer; 3) não ouviam bem; 4) Celeste, a que se interessou pelo Brown, tinha dois belos dentes de ouro logo na frente, vulgo pivôs. De toda sorte, pessoas carinhosas, na melhor das hipóteses. O mais engraçado foi que conversei com a Celeste no segundo andar do navio e pedi para tirar uma foto com ela. Ela perguntou de onde eu era e com a resposta ficou toda animada. Contou a vida dela toda. Cerca de trinta minutos depois, desci para o local que tínhamos a mesa conjunta e voltei a conversar com ela. O que acontece???? Ela pergunta de onde eu sou e fica empolgada de saber que era Brasil, volta a contar a vida dela, que trabalhava com transporte internacional... Alzheimer! Brown ia se dar bem (rsrsrs). Dos suíços, que também compunham a mesa no barco, eu comento mais quando relatar o que ocorreu no almoço. Voltando, nunca passei tanto frio na vida. Como disse, levei a mochila e fui adicionando roupas até colocar tudo. No fim eu parecia um cavaleiro do zodíaco (rsrs). Mesmo assim o frio era tão grande que alguns alemães que conhecemos reclamaram do frio!!!! (postei uns vídeos no youtube e um deles mostra a cena de maior intensidade do frio. Reparem o barulho de vento. O link é http://www.youtube.com/watch?v=zUvs59moVs4 ). O grande problema aqui é o vento e a umidade, já que afastados estes fatores o frio fica tolerável. O fato é que mesmo com todo meu equipamento eu senti frio (segunda pele em cima e em baixo, camiseta, camisa de lã, meia normal e de lã, dois casacos grossos, duas luvas, gorro, capuz e cachecol), tendo em vista que não faltava umidade no barco (óbvio) nem vento (alto mar). Se eu soubesse que sentiria o frio que senti hoje, não teria reclamado de nada ontem. Se for comparar, pode-se dizer que o frio de hoje foi três vezes pior que o de ontem. E não é exagero! Mas aqui parece que os passeios têm dessas coisas. É meio que “no pain, no gain”. Isto, pois o glaciar serrano é maravilhoso. A geleira é azul anil, mais uma vez. As paisagens são dramáticas (em sua homenagem, sol), com glaciares, vegetação exuberante e cascatas ocasionadas pelo degelo nas montanhas. Foi a primeira vez que vimos neve. Na verdade não temos certeza do que era, já que não temos nenhum parâmetro de comparação e ficamos com vergonha de perguntar para outra pessoa (imagina a pergunta: “ES hielo caindo de lo cieu?”. Se fosse a pessoa ia falar “dããã”; se não fosse ia pensar “que estúpido”). Eu dei uma resposta muito simples pro Brown: “pensa comigo, ta frio pra burro e ta caindo gelo do céu: só pode ser neve”. Vai saber... Depois disso fomos para o almoço, que aconteceu num rancho que ficava no caminho. A comida era parrilhada (se eu soubesse teria comido outra coisa no restaurante ontem). Na mesa, conosco, sentaram um casal de italianos e o casal de suíço que estava em nossa mesa no barco. O papo no almoço foi muito esquisito. Uma verdadeira torre de babel, pois falamos em cinco idiomas: português, espanhol, italiano, alemão e inglês. A churrascada chegou na mesa e surpresa: os suíços eram vegetarianos. Obrigado Greenpeace!!! Comemos tanto churrasco! Nas outras mesas dava na conta, mas na nossa, graças aos politicamente corretos, comemos até dizer chegar, como bons italianos e descendentes de italianos. Na sobremesa era salada de fruta. A suíça ficou espantada quando descobriu que eu não gosto de frutas (rsrsrs). Ela deve ter associado minha pessoa com o próprio capeta hehehe. O alter ego dela! Dei minha salada de frutas pra ela, que quase não comeu no almoço e fomos explorar o rancho Tiramos umas fotos, aliás Brown estava impossível hoje: queria tirar foto de tudo, parecia um turista japonês. Até de pdera com líquen ele tirou foto – se fosse em Vitória eu queria ver ele tirar foto com líquen! De volta a terra firme, nos despedimos de nossas novas namoradas, Celeste e Julieta, pegamos o tranfer e regressamos ao albergue. Descansamos, fomos ao CArlitos para fazer nossa última refeição no Chile. Eu comi um sandwich com avocado e Brown King crab e uma sopa nojenta (de ovo). Novamente no albergue, dormimos.
Outros vídeos que postei no youtube:
1) A famosa cena de Brown pedindo “La concha” http://www.youtube.com/watch?v=sQ70M9Oct_8
2) Chega da em punta arenas. A música é do carro, não há montagem
http://www.youtube.com/watch?v=hvhpR9Nm5QA
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Será q to correndo risco!?!?!
ResponderExcluiruhauiahuiahiuahiuahiua
Bjsss