segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

QUINTO DIA

Brown dormiu mal esta noite. Está com problemas respiratórios sérios e acordou com mal humor além do tradicional, parecendo o menino enxaqueca, da MTV. Ele tomou banho e o café da manhã antes de eu acordadr. Acordei meia hora depois e arrumei minha mala, em seguida, tomei banho e o café da manhã (inclusive a diferença dos lados do quarto era visível, de um lado Apolo, de outro dinoniso, mas se SAyonara estiver lendo eu nego até a morte rsrs). No café conheci um senhor sueco, farmacêutico aposentado, Lá dei várias dicas de lugares para ele conhecer no Brasil. Tem três meses que ele só viaja! Segundo ele, o maior problema não é o tempo. Trocamos e-mails e depois peguei a van para a rodoviária de Puerto Natales, a fim de pegarmos um “buses” com destino a El Calafate, Argentina. O ônibus só tinha gringo. Finalmente falei português com uma pessoa que não era Brown. Foi esquisito. Tratava-se de uma senhora de aproximadamente 50 anos, de são Paulo, que retornava à patagônia após 18 anos. No meio da conversa eu me embolava e começava a falar em espanhol – era muito esquisito mesmo dialogar com alguém que falava português. Paramos na aduana de saída do Chile e descobrimos que um dos papeis burocráticos que assinamos na entrada era indispensável para a saída. Malditos burocratas! Começamos a procurar como loucos o tal papel e o desespero ia batendo. E não PE que o tal papel estava na carteira. Conseguimos concretizar nossa saída do país da burocracia de modo burocrático. Logo após esse “trâmite”, tivemos que passar pela aduana de entra argentina. De cara nos rendeu uma grande risada dos nossos hermanos: havia uma placa logo na entrada escrita “lãs Malvinas son argentinas”. Quer dizer, além de perder a guerra eles tiram onda?! No mínimo bizarro. Não bastando isso, tivemos que fazer a “entrada” no país pelo guichê de “saída”, ou seja, entramos pela saída! Dá pra entender??? Esses argentinos são uns brincalhões. A viagem seguiu - mesmo porque a viagem foi praticamente toda em território argentino, já que Chile é um varapal, magro e comprido, que se passa num piscar de olhos. Em si, a viagem foi muito monótona., pois a paisagem era repetitiva – sempre um pampa com a mesma vegetação – e com as diversas paradas sem sentido do ônibus. Chegamos em El Calafate apenas às 4 da tarde. Eu olhava os animais na estrada e via churrasco, como nos desenhos do pica-pau. Ao chegar nos dirigimos ao albergue. Este, ao contrário dos demais, era mal localizado, embora tivesse a melhor vista: nosso chalé dá de frente para um lago azul (o casal de galo está cada vez mais romântico e bem servido). O ponto positivo é o atendimento: a recepcionista do albergue, Carolina ou Carol (bob Nelson), é muito gente boa e solicita, embora tenha uns dread locks “diferentes” e coloque música alta o dia todo no saguão do albergue. Com ela descobrimos que haviam umas bicicletas para alugar, as quais nos ajudariam muito em nossa estadia, já que, repita-se, o albergue é mal localizado. No entanto, veio uma revelação bombástica: Brown disse que não poderíamos alugas as bicicletas, pois ele não sabia anda de bicileta!!!!!!!! Ri demais auhahauaah. Em seguida fizemos o check in. Carol viu que eu era professor e perguntou de que eu dava aulas. Respondi prontamente: “dou aulas de dança do vente , conhece?”. E emendei: “inclusive Vitor é meu aluno”. Ela ficou apavorada. Queria se esconder atrás dos dread locks. Pra variar não desmenti. Ela deve ter comentado com Deus e o mundo já de nossa opção sexual. Após, fomos à cidade onde não conseguimos fazer o câmbio, pois os bancos na argentina fecham às 13 horas. Folgados! Depois almoçamos (truta e cordeiro) e fomos fazer um passeio pela orla. Mas em lugar de areia, na orla há grama. Fui caminhando pela grama e resolvi inventar moda, pra variar: me meti no meo da mata e quando vi conheci os famosos chacos argentinos, isto é, meti meu pé, de tênis e tudo, na água. Ficou tudo molhado. Ainda bem que o temp aqui não é frio como o do Chile. ALíás, hoje usei, pela primeira vez na viagem, apenas a camiseta. Voltei para o hotel e coloquei o tênis na calefação para secar. Troquei de roupa e voltamos ao centro para irmos ao cassino da ciddade, mas, ao chergar, vimos que o hor´pario de preço promoional havia passado. Resolvemos voltar outro dia. Partimos para arrumar um lugar para jantar. Após passar por inúmeros lugares que na aceitam “tarjeta de crédito” (e aqui isso é comum além do desejável) ficamos numa café e pizzaria. Lá conversei com o garçon sobre futebol enquanto a pizza não ficava pronta. Entre um gole e outro de Quilmes, descobri que a final do campeonato argentino será amanhã, às 19:30, entre boca e tigres. Combinei de assistir com o garçon (dá-lhe boca!!!!!). Feito isto, voltamos para casa e dormimos.

PS: A argentina é menos estruturada que o Chile. As pessoas são menos amistosas e a rua é lotada de cachorros que ficam perturbando nossa vida.

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