Algumas coisas eu omiti no dia anterior justamente para contar hoje. A principal é que alugamos um carro. Trata-se de um gol vermelho de má qualidade – o carro parece que vai quebrar a qualquer momento. Combinamos de ir ao glaciar com outras duas pessoas, a fim de dividir as despesas do aluguel do carro e combustível. No início, ficamos sabendo que se tratava de duas francesas (lâmina no abdômen), mas quando cheguei na agência – ainda ontem – descobri que se tratava de um casal. Pela manhã este casal veio ao nosso albergue e, após um atraso astronômico do Brown (igual a uma mulher pra se arrumar!!!), pegamos a estrada. Incorporei o Schumacher no carro vermelho e consegui compensar o atraso e ainda guanhar um tempo: o que era revisto para se fazer em 1:30 ou 2 horas de viagem eu fiz em 1:10. As estradas aqui são ótimas. Ara se ter uma idéia, além da ausência de buracos, há várias retas, uma delas com 6km de tamanho. É reta que não acaba mais. Ao chegarmos no parque descobrimos que sequer os cobradores da bilheteria haviam chegado. Então passamos com a promessa de pagar na volta – o que, é claro, não fizemos. Dentro do parque a pista é bastante sinuosa, mas retomei meu espírito Schumacher até chegar um carro velho argentino. Quando fui ultrapassá-lo o cara me fechou. Tentei outras duas vezes e o cara fechava na maior. Resolvi fazer como na fórmula um, como se fosse uma finta para um lado e diririgr rooutro: não é que deu certo! Brasil 2 x 0 Argentina. Ele ficou reclamando. Acho que devia ser louco ou eu tava fazendo uma burrada muito grande – mais provável que seja a segunda opção. O fato é que conseguimos chegar a tempo e com segurança no porto. Durante a espera, descobrimos que o casal não era francês, mas romeno. Bem que vimos que não falavam francês, mas vai saber... Conversei com o homem sobre futebol romeno. Disse a ele que gostava de três jogadores romenos: Hadji, Radouciou e Mutu. Ele concordou, falamos sobre o futebol brasileiro e côas do mundo, sobreudo a vitória da Romênia em cima da Argentina na copa de 94. Pegamos o barco com destino ao glaciar perito moreno. No barco, mais uma vez, uma enorme torre de babel: além de nós e os romenos, haviam alemães, americanos, italianos, suecos, ingleses, dentre outros. Todos muito preparados para a aventura om as mais modernas roupas. Eu me preparei dessa vez, mas nem chegava aos és do equiamento dos gringos. Eles pareciam que iam ara uma olimpíada ou mudar para lá. Dessa vez eu levei tudo em dobro: dois t~enis, quatro meias, duas camisas de lã, dois casacos corta vento, duas calças, etc. AO ver minha roupa, mantive o seguinte diálogo com um gringo:
Gringo: - Only this clothes?
Eu: - Yes (um sorriso)
G: - you are a warrior
E: - like chuck Norris? (risada sarcástica)
E: - I was kidding. I Just want to kill myself.
Ao chegar, nos dirigimos a um refúgio, onde nos foram passadas as primeiras instruções do trekking. Partimos com destino ao glaciar, ara uma caminhada de 4 horas no gelo e 1 hora na floresta. No começo era tudo muito difícil, subidas, descidas, pedras, até chegar a um local onde pegamos nosso equipamento para pisar na neve. É como se fosse uma chuteira de aço com pontas afiadas, como o bob Nelson. Colocamos o equiamento na mochila e seguimos na caminhada. Vimos uma linda cachoeira e a uma paisagem completamente diferente dos já vistos na viagem. Sentamos numa tora (ui!) e passamos a colocar o equipamento para andar no gelo. Quando pisei ela primeira vez com ele achei muito esquisito. Completamente diferente de tudo que já tinha visto. No começo eu ficava gastando raspando o é no chão e tirando o gelo. Me senti a Sharon Stone em institno selvagem (rsrs). A caminhada foi longa, passeamos bastante na suerficie do glaciar. Pudemos ver belas paisagesn. Rios e galerias ocasionadas pelo degelo. Só vendo as fotos para entender a dimensão disso tudo. Tiveram duas artes engraçadas nesse trecho do dia. O primeiro foi a tradução que eiu fazia pro Brown do que o guia flava em inglês. Ele comentou como se formava o glaciar. Eu traduzi em bom português: os glaciares são como melecas, saem de cima em forma mole, vão sefimentando e ganhando forma com a temperatura diferenciada. Ele ficou reclamando, mas é a mais pura verdade!!! Enfim, glaciares são melecas de montanhas. Outro onto engraçado foi na hora do almoço, quando tivemos que sentar no gelo usando umas sacolas que nos deram. E que minha bunda começou a congelar. Daí comecei a enfiar a comida de qualquer jeito na boca, Comia desesperadamente para poder levantar logo. Em seguida, perdi a tal sacola. Eu rocuro por ulado, por outro. O romeno me ajudou. Depois de rocurar praticamente uns 10 inutos, um italiano pergunto se é meu. Ufa! Uma coisa interessante da caminhada é que bebemos água natural do glaciar. Co o degelo e a formação de rios em cima do glaciar, colhemos água nos córregos e bebemos. A água era deliciosa, mas o Brown nem quis exerimentar. Acho que pra ele a água só presta se for paga. Terminada a caminhada, me senti “estrupado” (sic) “rsrs). Completamente destruído. Morto! Cinco horas de caminhada foram uma crueldade comigo. No barco de volta nos deram alfajor. O alfajor da argentina é infitamente melhor que o brasileiro. Muito gostoso. Retornamos à cidade, deixamos os romenos no albergue deles e viemos ara o nosso, onde tomamos banho e rumamos para o centro, com a finalidade de devolver o carro, sacar dinheri, jantar, comprar lembranças e entrar em contato com a família e namoradas. Ai começa a pior parte da viagem, até aqui. Devolvemos o carro e descobrimos que a gaslina argentina, embora da Petrobrás, é mais barata que a brasileira (2,20 pesos, algo em torno de 1,45 reais). Até ai tudo bem. Quando fomos sacar dinheri, por algum motivo eu não consegui tirar sequer um peso. Fiquei puto, queria destruir a argentina inteira. Brown me emrestou dinherio. Fomos procurar lugar para jantar. Os restaurantes ou estavam fechados (até o cassino fechou!!!!) ou cobravam uma taxa de aroximadamwnte 70 dólarea por pessoa, já que não serviam, nesta noite, os pratos do cardápio, mas a ceia natalina. Sem exagero, procuramos uma hora or um restaurante que aceitasse cartão de crédito (por conta do meu problema para sacar dinheiro), que servisse pratos normais (não ceia) e que contasse com wi-fi (para usarmos o skype). Não conseguimos esse restaurante. Resolvemos “ceiar” pizza e sandwich com coca e água mineral. Depois fomos a um restaurante, onde ficamos clandestinamente falando no skype, até sermos expulsos por não consumirmos nada. Não consegui falar com minha mãe e meu pai. Voltamos para o albergue frustrados e cansados.Dormimos cedo para pegar o vôo para Ushuaia. Em resumo: a argentina é um país desorganizado de merda, onde nada funciona direito!
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