segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
DÉCIMO PRIMEIRO DIA
Hoje resolvemos ir ao parque nacional. Acordamos tarde (uma novidade!) e fomos À cidade almoçar um bom cordeiro. Discuti com o dono do restaurante. Eles cobraram seis pesos por colocar umas torradas com manteiga na mesa, que não pedimos. Falei que era um absurdo e que isso não era permitido no Brasil. A argentina é meio zoneada mesmo! Fomos ao parque.Na entrada, mias uma vez, o espanhol nos pregou uma peça. A guarda florestal perguntou se íamos fazer fogo no parque. Eu entendi que ela estava questionando se já tivéssemos ido a outro parque. Daí disse que sim e fiz sinal com a mão como de muitas vezes. Ela arregalou os olhos e disse que não poderíamos entrar. Perguntamos porque e vimos o erro. Tudo resolvido, adentramos o parque nacional da terrra do fogo. Lá é muito bonito. Lembra, em alguma coisa, o parque chileno, mas o que prevalece é a vegetação. Belas paisagens e longas caminhadas. Iamos de carro e a cada trilha parávamos, conhecíamos o lugar e seguíamos de carro até outra trilha. Nessa história, nossos pés ficaram completamente molhados, em virtude dos charcos argentinos. E hoje estava realmente molhado, pois nevou na cidade a noite toda e parte da manhã. Aliás, acho que perdemos a referência de distância e de frio. Estavamos convesando no carro, ouvindo los hermanos, quando notamos que falávamos que 9 graus era quente e que uma caminhada de 2km não era longe. Mudando os padrões! Eu sei que numa dessas trilhas nos perdemos. Chegamos num ponto que tinha uma cerca dizendo que a área estava em “restauração”. Resolvemos pular a cerca para ver os castores de perto. Na hora que eu coloco a mão na cer pra pular tomei um puta choque (rsrsrs). Passamos por baixo e começamos a andar. Começo a ouvir vozes. Com um pouco de medo eu coloco a cabeça pra frente, um pouco escondido, e vejo um casal, também perdido. Expliquei pra eles como chegar num ponto e seguimos a caminhada. Neste ponto, quando achávamos que íamos ver os castores de perto, voltamos para a estrada. Brown, em tom irônico, começa a bater palmas. Eu começo a voltar para o carro pela estrada, mesmo sob os protestos de Brown para voltarmos pela trilha. No caminho consegui tirar fotos de um gavião e de lebres. Não ficaram muito boas, mas... Dentro do carro chegamos na tal castoreira. É impressionante o impacto desta exótica espécie, pois em volta daquelas barragens que constroem tudo fica morto: árvores, não há animais, isto é, pouca vida. Infelizmente descobrimos que a castoreira estava desativada, ou seja, todo o perrengue que passamos para ver os castores foi em vão. Nesta castoreira encontramos os nossos amigos que estavam perdidos junto com a gente na trilha. Descobrimos que são um casal espanhol, Javi e Rocio. Foi ai que vimos no mapa que tinha uma castoreira ativa próximo ao local onde eles deveriam pegar o ônibus para retorno. Seguimos naquela direção e no local da castoreira só um monte de pedaço de pau entulhado. AI fiquei puto! Andei pra caramba pra chegar e ver um monte de pedaço de pau. Foi ai que Rocio disse que os castores têm hábitos noturnos e que é raro vê-los pela manhã. Resolvemos sair da trilha para passar perto do lafgo, a fim de vermos a possibilidade de darmos sorte. E não é qe vimos um!!!! Tiramos muitas fotos! Eu subi numa árvore para conseguir um bom ângulo, enquanto Javi ia pela terra. O castor foi embora quando uma mulher gorda, andando com um cajado gigate (!), gritou “o que vocês estão fazneod ai?”. O pobre animal saiu correndo. Oferecemos carona aos espanhóis e os levamos para reservar o passeio à pinguinera. Em seguida, fomos a um bar tomar uma boa cerveja Beagle. Finalmente arrumei um bom companheiro de copo, Javi, já que Brown ficou de paumolecencia a viagem toda. Bebemos várias, conversamos sobre muitos assuntos, como a integração mundial – Rocio é socióloga – e futebol – Javi é olheiro do Real Madrid. O bar fechou, fomos embora e dormimos um bocado.
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