quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
DÉCIMO TRCEIRO DIA
Último dia em Ushuaia. O tradicional café da manhã foi feito, com o delicioso alfajor da tia do albergue. Arrumamos as malas, entregamos o carro que alugamos e seguimos para o centro para encontrar Javy e Rocio, que nos deram abrigo no albergue deles no meio tempo entre o check out de nosso albergue até o check in do avião. Saimos para comer uma parrilada libre de cordeiro. Brown se acabou, encheu o cú de carne (com trocadilho, por favor). Ele e Rocio beberam vinho e Javy Quilmes, enquanto eu fiquei na coca-cola. Lá pelas tantas da garrafa de vinho, Brown começou a dar uma de “hablador” de portunhol. Estava ridículo! Ele falava tudo em português, mas com um sotaque patético de espanhol. Mais ou menos como “eu estou indo de caminhãooon”. (rsrsrsrs). Talvez não dê para transmitir essa cena com palavras, mas imagine você falando português, mas com entonação de espanhol. Pois é isto o que Brown fez. Saimos do restaurante e fomos ao albergue de Rocio e Javy. Lá vimos os vídeos de nossas viagens. Fiquei encantado com a Guatemala, um país encantador. Em seguida, pegamos um táxi com destino ao aeroporto. Mais uma vez os argentinos demonstraram não saber conta. O táxi deu 15 pesos. Brown deu 7 pesos e eu 20. O taxista me devolveu o dinheiro do Brown – 7 pesos – e mais um troco de 7 pesos. Mais um pouco eu ganho pra andar de táxi em Ushuaia! Na sala de embarque confirmou-se todas as teses já levantadas neste blog: a argentina é uma bagunça. Imagine um aeroporto sem aquelas televisões que informam os vôos e a hora de embarque: assim é o aeroporto de Ushuaia! O mais ridículo é que temos que pagar novamente uma taxa de embarque, em virtude de se tratar de um aeroporto privado. Não faz sentido! Contudo, a parte mais radical de toda a viagem chegou. Sem dúvida a coisa mais irresponsável que fizemos nessa viagem, até o momento, foi voar com as aerolineas argentinas. Simplesmente nos sentimos num avião da Transbrasil da década de 90. Tiuo muito velho. Quando conseguimos sair do chão, um comentário oportuno: “não é que voa!” (rsrs). Chegamos a salvo em Buenos Aires. Na chegada, de táxi, fomos para nossos respectivos albergues. Encontrei com Lolo, que, naturalmente, estava dormindo. Trocamos presentes, colocamos a conversa em dia e dormimos.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
DÉCIMO SEGUNDO DIA
Acordamos de ressaca. Enrolamos pra sair e fomos ao cais pegar informações sobre os espanhóis. Ao chegar lá, um marinheiro francês disse que tinha um recado para nós: “os espanhóis estarão hoje no bar que vocês foram ontem às 21:30”. Agradecemos e deixamos o recado de que iríamos. Saindo do cais fomos almoçar. Comemos numa marisqueria, salmão. De barriga cheia, pegamos a estrada para a estância Harberton, onde tomaríamos um barco para caminhar ao lado dos pingüins. A viagem foi entediante. Brown dirigia a 60 km/h o tempo todo. Quando resolvia ser ousado ia a 70!!! Era muita cautela pra mim. Acabei dormindo grande parte da viagem. Acordei com o Sr. Cauteloso parando o carro no acostamento para pegar o CD no porta-luvas. Quem para o carro para colocar um CD no som??? (rsrs) Depois de muito custo chegamos à estância. Lugar bucólico, com várias coisas da época da formação da cidade. Lá embarcamos num barco fulero até a ilha dos pinguis – que há alguns dias tínhamos visto de cima do catamarã. Lá caminhamos bem próximos aos pingüins, coisa de menos de um metro. Foi uma experiência impressionante. Os pingüins são seres engraçados, mas muito ariscos. Tentei me socializar, mas não fui aceito no bando – depois posto o vídeo no youtube. Brown, coitado, foi tentar tirar uma foto mais próxima e TOMOU UMA CARREIRA DO PINGUIN!!!!! Hehehehehehehe muito engraçado. Após uma hora de contato com esses seres muito diferentes, voltamos ao barco fulero, estância Harberton e Ushuaia. Esperamos os espanhóis no lugar marcado e, quando quase desistíamos, eles chegaram. Seguimos para um restaurante que tínhamos diretio a duas cervejas de graça. Era um restaurante arrumadinho. Comemos cordeiro (eu, Brown e Javi) e risoto de frutos do mar (Rocio). Muito vinho e Beagle. A conversa e troca de experiências foi intensa. Troca de livros, informações e filmes. Foi neste ambiente que descobri meu novo sonho de consumo: dar a volta no mundo. Javi e Rocio estão dando a volta no mundo através de um programa chamado “one world”. Fiquei encantado com a idéia e esse é um projeto para 2011. Não sai caro e é bastante flexível. Planos! Tá dentro, tio Mauro? Voltamos para casa e dormimos.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
DÉCIMO PRIMEIRO DIA
Hoje resolvemos ir ao parque nacional. Acordamos tarde (uma novidade!) e fomos À cidade almoçar um bom cordeiro. Discuti com o dono do restaurante. Eles cobraram seis pesos por colocar umas torradas com manteiga na mesa, que não pedimos. Falei que era um absurdo e que isso não era permitido no Brasil. A argentina é meio zoneada mesmo! Fomos ao parque.Na entrada, mias uma vez, o espanhol nos pregou uma peça. A guarda florestal perguntou se íamos fazer fogo no parque. Eu entendi que ela estava questionando se já tivéssemos ido a outro parque. Daí disse que sim e fiz sinal com a mão como de muitas vezes. Ela arregalou os olhos e disse que não poderíamos entrar. Perguntamos porque e vimos o erro. Tudo resolvido, adentramos o parque nacional da terrra do fogo. Lá é muito bonito. Lembra, em alguma coisa, o parque chileno, mas o que prevalece é a vegetação. Belas paisagens e longas caminhadas. Iamos de carro e a cada trilha parávamos, conhecíamos o lugar e seguíamos de carro até outra trilha. Nessa história, nossos pés ficaram completamente molhados, em virtude dos charcos argentinos. E hoje estava realmente molhado, pois nevou na cidade a noite toda e parte da manhã. Aliás, acho que perdemos a referência de distância e de frio. Estavamos convesando no carro, ouvindo los hermanos, quando notamos que falávamos que 9 graus era quente e que uma caminhada de 2km não era longe. Mudando os padrões! Eu sei que numa dessas trilhas nos perdemos. Chegamos num ponto que tinha uma cerca dizendo que a área estava em “restauração”. Resolvemos pular a cerca para ver os castores de perto. Na hora que eu coloco a mão na cer pra pular tomei um puta choque (rsrsrs). Passamos por baixo e começamos a andar. Começo a ouvir vozes. Com um pouco de medo eu coloco a cabeça pra frente, um pouco escondido, e vejo um casal, também perdido. Expliquei pra eles como chegar num ponto e seguimos a caminhada. Neste ponto, quando achávamos que íamos ver os castores de perto, voltamos para a estrada. Brown, em tom irônico, começa a bater palmas. Eu começo a voltar para o carro pela estrada, mesmo sob os protestos de Brown para voltarmos pela trilha. No caminho consegui tirar fotos de um gavião e de lebres. Não ficaram muito boas, mas... Dentro do carro chegamos na tal castoreira. É impressionante o impacto desta exótica espécie, pois em volta daquelas barragens que constroem tudo fica morto: árvores, não há animais, isto é, pouca vida. Infelizmente descobrimos que a castoreira estava desativada, ou seja, todo o perrengue que passamos para ver os castores foi em vão. Nesta castoreira encontramos os nossos amigos que estavam perdidos junto com a gente na trilha. Descobrimos que são um casal espanhol, Javi e Rocio. Foi ai que vimos no mapa que tinha uma castoreira ativa próximo ao local onde eles deveriam pegar o ônibus para retorno. Seguimos naquela direção e no local da castoreira só um monte de pedaço de pau entulhado. AI fiquei puto! Andei pra caramba pra chegar e ver um monte de pedaço de pau. Foi ai que Rocio disse que os castores têm hábitos noturnos e que é raro vê-los pela manhã. Resolvemos sair da trilha para passar perto do lafgo, a fim de vermos a possibilidade de darmos sorte. E não é qe vimos um!!!! Tiramos muitas fotos! Eu subi numa árvore para conseguir um bom ângulo, enquanto Javi ia pela terra. O castor foi embora quando uma mulher gorda, andando com um cajado gigate (!), gritou “o que vocês estão fazneod ai?”. O pobre animal saiu correndo. Oferecemos carona aos espanhóis e os levamos para reservar o passeio à pinguinera. Em seguida, fomos a um bar tomar uma boa cerveja Beagle. Finalmente arrumei um bom companheiro de copo, Javi, já que Brown ficou de paumolecencia a viagem toda. Bebemos várias, conversamos sobre muitos assuntos, como a integração mundial – Rocio é socióloga – e futebol – Javi é olheiro do Real Madrid. O bar fechou, fomos embora e dormimos um bocado.
sábado, 27 de dezembro de 2008
DÉCIMO DIA
Neste dia tínhamos programado fazer dois passeios de barco, um pela manhça e o outro à tarde. O da manhã exigia nossa presença no porto às 9 da manhã. Para nós era moleza, já que estávamos acordando a viagem inteira às 7 da manhã. Eis que justamente neste dia perdemos a hora. Acordamos e já era 9 da manhã. Resultado: passeio perdido. Fomos tomar café e mais uma vez a esposa do dono do albergue demonstrou como uma mulher deve agir ao fazer o leite e lavar a louça :P Lá ela disse que pela noite nevou nas montanhas e que seria interessante irmos ao glaciar martial, já que pdriamos pegar neve lá em cima. Pegamos o carro e subimos. No percurso deu pra ver o quão o Brown é barbeiro. Eu sou perdido e ele barbeiro. Ele subia no acostamento – que era de cascalho – toda hora. Daí tivemos o seguinte diálogo:
Muniz: Bixo, dá pra você parar de subir no acostamento?
Brown: Porra, o que você quer que eu faça?
M: Pare de subir no acostamento.
B: É impossível! Não tem como!
M: É só você fazer como o carro da frente ;)
Depois de passar muito no acostamento, chegamos na subida do glaciar. Era um teleférico. Chegamos lá em cima sem problema e tocamos na neve pela primeira vez. É claro que foi um jogando neve no outro. A caminhada de subida foi toda assim, de cinco em cinco minutos um jogava neve no outro: duas crianças. A caminhada era duríssima, pior do que andar no gelo. Muita gente pedindo arrego. Cehamos no topo e fizemos uma guerrinha de neve. Depois o tradicional anjo na neve e o boneco de neve. Na volta encontrei uma garota sentada e parecia ter problemas, perguntei se ela queria ajudar e ela disse que tinha asma e perguntou se eu estava descendo. Disse que sim e a acompanhei. Era uma loira americana, estilo Barbie (rsrs). Fomos conversando, mas ela falava rápido demais e eu não entedia nada. Apenas concordava com a cabeça e ria. Chegamos embaixo e esperei o Brown que ficara tirando fotos e ficou pra trás. Pegamos o teleférico. Esse foi um momento crítico, já que estávamos molhados (sim, quando a neve derrete ela vira água e a água é molhada, hehehehehehehhee), ventava muito e ainda nevava. Foram quinze minutos de sofrimento profundo. Talvez a hora de maior frio na viagem. Tanto é que na descida do teleférico, com os pés dormentes, pulamos do banco e quase caímos no chão com a dor no pé. Nos dirigimos ao carro e quando fomos ligar pra termos calefação uma surpresa: o barbeiro do Brown esqueceu a lanterna ligada e a bateria arriou. O babaca sai do carro e começa a empurrar enquanto Brown vira a chave e o carro pega. Seguimos correndo para o albergue, a fim de trocar as ropas molhadas por roupas secas e, em seguida, nos dirigirmos ao porto para pegar um barco – do passeio da tarde. Compramos um passeio para ver lobos marinhos e pingüins. Depois disso, compramos lanches delivery para comr no barco, á que não dava tempo para almoçar fora. Ao chegar no barco eu pedi ao cara do restaurante ketchup para comer com o sandwich que havia comprado fora do barco. Ele põe três saches em cima de um pires e não é que o filha da puta me diz “dois pesos”. Devolvi o pires rindo e disse que ele estava louco. Onde já se viu cobrar por três saches de ketchup num pires???? Coisas da argentina. Quase perguntei onde ficavam as ilhas falkland hehehehe. O passeio foi maravilhoso. Os lobos marinhos são muito fedorentos e impressionantemente grandes. Mais uma vez fiquei feliz de decidir desistir do mergulho com esses bichos enormes. Os pinguis são seres adoráveis. São tão engraçadinhos que me fizeram lembrar de nosso mascote, o Guki. Depois do barco fomos jantar e depois casa para uma boa noite de sono.
Muniz: Bixo, dá pra você parar de subir no acostamento?
Brown: Porra, o que você quer que eu faça?
M: Pare de subir no acostamento.
B: É impossível! Não tem como!
M: É só você fazer como o carro da frente ;)
Depois de passar muito no acostamento, chegamos na subida do glaciar. Era um teleférico. Chegamos lá em cima sem problema e tocamos na neve pela primeira vez. É claro que foi um jogando neve no outro. A caminhada de subida foi toda assim, de cinco em cinco minutos um jogava neve no outro: duas crianças. A caminhada era duríssima, pior do que andar no gelo. Muita gente pedindo arrego. Cehamos no topo e fizemos uma guerrinha de neve. Depois o tradicional anjo na neve e o boneco de neve. Na volta encontrei uma garota sentada e parecia ter problemas, perguntei se ela queria ajudar e ela disse que tinha asma e perguntou se eu estava descendo. Disse que sim e a acompanhei. Era uma loira americana, estilo Barbie (rsrs). Fomos conversando, mas ela falava rápido demais e eu não entedia nada. Apenas concordava com a cabeça e ria. Chegamos embaixo e esperei o Brown que ficara tirando fotos e ficou pra trás. Pegamos o teleférico. Esse foi um momento crítico, já que estávamos molhados (sim, quando a neve derrete ela vira água e a água é molhada, hehehehehehehhee), ventava muito e ainda nevava. Foram quinze minutos de sofrimento profundo. Talvez a hora de maior frio na viagem. Tanto é que na descida do teleférico, com os pés dormentes, pulamos do banco e quase caímos no chão com a dor no pé. Nos dirigimos ao carro e quando fomos ligar pra termos calefação uma surpresa: o barbeiro do Brown esqueceu a lanterna ligada e a bateria arriou. O babaca sai do carro e começa a empurrar enquanto Brown vira a chave e o carro pega. Seguimos correndo para o albergue, a fim de trocar as ropas molhadas por roupas secas e, em seguida, nos dirigirmos ao porto para pegar um barco – do passeio da tarde. Compramos um passeio para ver lobos marinhos e pingüins. Depois disso, compramos lanches delivery para comr no barco, á que não dava tempo para almoçar fora. Ao chegar no barco eu pedi ao cara do restaurante ketchup para comer com o sandwich que havia comprado fora do barco. Ele põe três saches em cima de um pires e não é que o filha da puta me diz “dois pesos”. Devolvi o pires rindo e disse que ele estava louco. Onde já se viu cobrar por três saches de ketchup num pires???? Coisas da argentina. Quase perguntei onde ficavam as ilhas falkland hehehehe. O passeio foi maravilhoso. Os lobos marinhos são muito fedorentos e impressionantemente grandes. Mais uma vez fiquei feliz de decidir desistir do mergulho com esses bichos enormes. Os pinguis são seres adoráveis. São tão engraçadinhos que me fizeram lembrar de nosso mascote, o Guki. Depois do barco fomos jantar e depois casa para uma boa noite de sono.
NONO DIA
Pela manhã, designamos o tempo para resolver problemas e alugar um carro. Tomsmod café da manhã no albergue e fomos muito bem tratados pela esposa do dono do hotel. Descobrimos que eles são um casal que chutou a vida na cidade, a correria do dia-a-dia, para morar aqui e ter seu próprio albergue. Ela mostrou a foto de todos os netos, fez leite quente pra mim e ainda lavou a louça (vai aprendendo, lolo auhauhauahahuuahuaau). Conseguimos alugar um corsa classic. Desta vez o carro era praticamente novo e bem cuidado. Em seguidas fomos para o centro, onde compramos remédios, eu para minha boca que ta destruída pelo frio. Do outro lado da rua fui ao HSBC para resolver os problemas com o cartão que surgiram em El Calafate, os quais já cntei no dia de natal. Quando a atendente viu que meu cartão era premier, imediatamente chamu a gerente geral que foi ao caixa rápido comigo e me explicou o problema e uma solução: vários pequenos saques são permitidos em sequencia, mas não um único saque de valor maior, ou seja, eu posso tirar dez mil vezes 300 pesos, mas não posso fazer um saque único de 400 pesos – vai entender. Fomos almoçar numa marisqueria. Brown comeu salmão (enorme, devia ter 4 dedos de grossura) e eu queria comida de homem (rsrs) e comi carne com fritas. A carne era tão macia que paecia que eu estava cortando sorvete. Após o almoço passamos a procurar ma agência de mergulho. Como eu estava olhando o mapa, ns perdems várias vezes. Fico assustado com minha capacidade de não achar os lugares. Nunca dá certo quando eu tenho que nos guiar. É uma habilidade curiosa. Depois de muito rodar, comecei a pedir informação num mix de espanol e inglês para um cara na rua e ele me respondeu em português. Aleluia!!!! Uma pessoa que fala em português! \o/ Problemas resolvidos. Achamos, mas nem achei grande coisa o passeio e desisti da idéia de mergulhar aqui. Depois desta decepção, seguimos para o museu marítimo e a prisão desativada. Lá é bem bonito e remonta o período histórico de formação da cidade, quando os presos contruiream a cidade. A parte engraçada foi quando e e Brown estávamos lendo concentrados um dos textos, uma meniniha chegu perto e ficou olhando pra gente. Daí eu comenteoi com o bron sobre o escrito. A menina saiu correndo chorando: ela confundiu a gente com bonecos de cera (rsrsrsrs). Lá no museu eu vi a foto de um lobo marinho, bicho que eu encontraria no mergulho. Era enorme. Ainda bem que desisti. Era assustador, devia ter 1,80! Saimos de lá e fomos jantar. Eu comi carne de porco e estava muito boa. Voltamos para casa e dormimos.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
OITAVO DIA
Em Ushuaia as coisas aparentemente melhoraram. Logo quando chegamos no aeroporto havia uma placa com meu nome para o transfer gratuito para o albergue. Contudo, após uma significativa demora para o motorista chegar, descobrimos que o albergue fica longe pra caramba, coisa de 40 minutos de caminhada até o centro, onde está a civilização (rsrs). Para se ter idéia, imagine Vitória há 50 anos atrás, quando todos viviam no centro. Pois é, nós estamos em Jardim Camburi. A rua sequer é pavimentada. Todavia, o alberguer é o mais confrtável de todos e o tiozinho da recepção é um doce de pessoa. Conversamos um tempo com ele e fomos para o quarto. Quando voltamos para irmos ao centro, nos deparamos com ele no site da prefeitura municipal de guarapari (rsrs). Queria saber mais sobre nossa cidade. Caminhamos os 40 minutos e nos dirigimos ao centro de informação turística. Muito bem estruturado, com todas as informações em folders, inclusive em português. De posse das informações necessárias, fomos almoçar. Novo problema com ceias de natal e só conseguimos um sandwich de novo. Mas este estava bem gostoso e a cerveja artesanal (Beagle) era uma delícia. Voltamos para o albergue, descansamos, falei com meu pai, mãe, syd, vó, vô e lolo. À noite voltamos à cidade para jantar. Mas antes entreamos no cassino apenas para cohecer. Dois pesos para entra. Tudo muito colorido e brilhante lá dentro. Contudo, achei meio deprimente as pessoas rasgando dinheiro. Fiquei um tempo vendo a roleta. Dava uma tristeza quando a bolinha parava e o croupier recolhia todas aquelas fichas. Eu e Brown, o burro na frente, resolvemos jogar nas máquinas caça-niqueis, que eram as mais baratas (o lance mínimo nos outros jogos era 10 dólares). Compramos um peso em fichas. Ficamos vendo uma mulher jogando. Compulsiva! Perdia direto. Daí ela levantou puta e disse: “não aconselho vocês jogarem nesta”. Ignoramos o alerta e botamos uma ficha. Brown puxou a alavanca e....GANHAMOS!!! 10 moedas. Ganhamos um monte seguidas. Daí resolvemos ir embora. Fomos trocas no caixa as moedas e recebemos dois pesos, mas eles não devolviam fração de peso. Com isso teivemos que queimar as 6 moedas excedentes. A máquina não deixava a gente ir embora. Toda hora ela nos dava alguns cráditos. Ganhamos tanto que resolvemos sair do mesmo jeito. Nos rendeu outros dois pesos, pou seja, conseguimos pagar a entrada no cassino só na máquina caça-niquél. Mais uma semana em ushuaia teríamos quebrado o cassino, certeza! Saimos do cassino e novamente tivemos problema para comer. Mais alguns minutos caminhando pela rua atrás de um lugar que não cobrasse o olho da cara por uma ceia natalina. Paramos no mesmo lugar do almoço. Comi uma salada césar com frango grelhado (quem diria!!!) que estava muito gostosa e não resisti ao delicioso chopp beagle. Regressamos para casa onde dormimos.
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
SÉTIMO DIA
Algumas coisas eu omiti no dia anterior justamente para contar hoje. A principal é que alugamos um carro. Trata-se de um gol vermelho de má qualidade – o carro parece que vai quebrar a qualquer momento. Combinamos de ir ao glaciar com outras duas pessoas, a fim de dividir as despesas do aluguel do carro e combustível. No início, ficamos sabendo que se tratava de duas francesas (lâmina no abdômen), mas quando cheguei na agência – ainda ontem – descobri que se tratava de um casal. Pela manhã este casal veio ao nosso albergue e, após um atraso astronômico do Brown (igual a uma mulher pra se arrumar!!!), pegamos a estrada. Incorporei o Schumacher no carro vermelho e consegui compensar o atraso e ainda guanhar um tempo: o que era revisto para se fazer em 1:30 ou 2 horas de viagem eu fiz em 1:10. As estradas aqui são ótimas. Ara se ter uma idéia, além da ausência de buracos, há várias retas, uma delas com 6km de tamanho. É reta que não acaba mais. Ao chegarmos no parque descobrimos que sequer os cobradores da bilheteria haviam chegado. Então passamos com a promessa de pagar na volta – o que, é claro, não fizemos. Dentro do parque a pista é bastante sinuosa, mas retomei meu espírito Schumacher até chegar um carro velho argentino. Quando fui ultrapassá-lo o cara me fechou. Tentei outras duas vezes e o cara fechava na maior. Resolvi fazer como na fórmula um, como se fosse uma finta para um lado e diririgr rooutro: não é que deu certo! Brasil 2 x 0 Argentina. Ele ficou reclamando. Acho que devia ser louco ou eu tava fazendo uma burrada muito grande – mais provável que seja a segunda opção. O fato é que conseguimos chegar a tempo e com segurança no porto. Durante a espera, descobrimos que o casal não era francês, mas romeno. Bem que vimos que não falavam francês, mas vai saber... Conversei com o homem sobre futebol romeno. Disse a ele que gostava de três jogadores romenos: Hadji, Radouciou e Mutu. Ele concordou, falamos sobre o futebol brasileiro e côas do mundo, sobreudo a vitória da Romênia em cima da Argentina na copa de 94. Pegamos o barco com destino ao glaciar perito moreno. No barco, mais uma vez, uma enorme torre de babel: além de nós e os romenos, haviam alemães, americanos, italianos, suecos, ingleses, dentre outros. Todos muito preparados para a aventura om as mais modernas roupas. Eu me preparei dessa vez, mas nem chegava aos és do equiamento dos gringos. Eles pareciam que iam ara uma olimpíada ou mudar para lá. Dessa vez eu levei tudo em dobro: dois t~enis, quatro meias, duas camisas de lã, dois casacos corta vento, duas calças, etc. AO ver minha roupa, mantive o seguinte diálogo com um gringo:
Gringo: - Only this clothes?
Eu: - Yes (um sorriso)
G: - you are a warrior
E: - like chuck Norris? (risada sarcástica)
E: - I was kidding. I Just want to kill myself.
Ao chegar, nos dirigimos a um refúgio, onde nos foram passadas as primeiras instruções do trekking. Partimos com destino ao glaciar, ara uma caminhada de 4 horas no gelo e 1 hora na floresta. No começo era tudo muito difícil, subidas, descidas, pedras, até chegar a um local onde pegamos nosso equipamento para pisar na neve. É como se fosse uma chuteira de aço com pontas afiadas, como o bob Nelson. Colocamos o equiamento na mochila e seguimos na caminhada. Vimos uma linda cachoeira e a uma paisagem completamente diferente dos já vistos na viagem. Sentamos numa tora (ui!) e passamos a colocar o equipamento para andar no gelo. Quando pisei ela primeira vez com ele achei muito esquisito. Completamente diferente de tudo que já tinha visto. No começo eu ficava gastando raspando o é no chão e tirando o gelo. Me senti a Sharon Stone em institno selvagem (rsrs). A caminhada foi longa, passeamos bastante na suerficie do glaciar. Pudemos ver belas paisagesn. Rios e galerias ocasionadas pelo degelo. Só vendo as fotos para entender a dimensão disso tudo. Tiveram duas artes engraçadas nesse trecho do dia. O primeiro foi a tradução que eiu fazia pro Brown do que o guia flava em inglês. Ele comentou como se formava o glaciar. Eu traduzi em bom português: os glaciares são como melecas, saem de cima em forma mole, vão sefimentando e ganhando forma com a temperatura diferenciada. Ele ficou reclamando, mas é a mais pura verdade!!! Enfim, glaciares são melecas de montanhas. Outro onto engraçado foi na hora do almoço, quando tivemos que sentar no gelo usando umas sacolas que nos deram. E que minha bunda começou a congelar. Daí comecei a enfiar a comida de qualquer jeito na boca, Comia desesperadamente para poder levantar logo. Em seguida, perdi a tal sacola. Eu rocuro por ulado, por outro. O romeno me ajudou. Depois de rocurar praticamente uns 10 inutos, um italiano pergunto se é meu. Ufa! Uma coisa interessante da caminhada é que bebemos água natural do glaciar. Co o degelo e a formação de rios em cima do glaciar, colhemos água nos córregos e bebemos. A água era deliciosa, mas o Brown nem quis exerimentar. Acho que pra ele a água só presta se for paga. Terminada a caminhada, me senti “estrupado” (sic) “rsrs). Completamente destruído. Morto! Cinco horas de caminhada foram uma crueldade comigo. No barco de volta nos deram alfajor. O alfajor da argentina é infitamente melhor que o brasileiro. Muito gostoso. Retornamos à cidade, deixamos os romenos no albergue deles e viemos ara o nosso, onde tomamos banho e rumamos para o centro, com a finalidade de devolver o carro, sacar dinheri, jantar, comprar lembranças e entrar em contato com a família e namoradas. Ai começa a pior parte da viagem, até aqui. Devolvemos o carro e descobrimos que a gaslina argentina, embora da Petrobrás, é mais barata que a brasileira (2,20 pesos, algo em torno de 1,45 reais). Até ai tudo bem. Quando fomos sacar dinheri, por algum motivo eu não consegui tirar sequer um peso. Fiquei puto, queria destruir a argentina inteira. Brown me emrestou dinherio. Fomos procurar lugar para jantar. Os restaurantes ou estavam fechados (até o cassino fechou!!!!) ou cobravam uma taxa de aroximadamwnte 70 dólarea por pessoa, já que não serviam, nesta noite, os pratos do cardápio, mas a ceia natalina. Sem exagero, procuramos uma hora or um restaurante que aceitasse cartão de crédito (por conta do meu problema para sacar dinheiro), que servisse pratos normais (não ceia) e que contasse com wi-fi (para usarmos o skype). Não conseguimos esse restaurante. Resolvemos “ceiar” pizza e sandwich com coca e água mineral. Depois fomos a um restaurante, onde ficamos clandestinamente falando no skype, até sermos expulsos por não consumirmos nada. Não consegui falar com minha mãe e meu pai. Voltamos para o albergue frustrados e cansados.Dormimos cedo para pegar o vôo para Ushuaia. Em resumo: a argentina é um país desorganizado de merda, onde nada funciona direito!
Gringo: - Only this clothes?
Eu: - Yes (um sorriso)
G: - you are a warrior
E: - like chuck Norris? (risada sarcástica)
E: - I was kidding. I Just want to kill myself.
Ao chegar, nos dirigimos a um refúgio, onde nos foram passadas as primeiras instruções do trekking. Partimos com destino ao glaciar, ara uma caminhada de 4 horas no gelo e 1 hora na floresta. No começo era tudo muito difícil, subidas, descidas, pedras, até chegar a um local onde pegamos nosso equipamento para pisar na neve. É como se fosse uma chuteira de aço com pontas afiadas, como o bob Nelson. Colocamos o equiamento na mochila e seguimos na caminhada. Vimos uma linda cachoeira e a uma paisagem completamente diferente dos já vistos na viagem. Sentamos numa tora (ui!) e passamos a colocar o equipamento para andar no gelo. Quando pisei ela primeira vez com ele achei muito esquisito. Completamente diferente de tudo que já tinha visto. No começo eu ficava gastando raspando o é no chão e tirando o gelo. Me senti a Sharon Stone em institno selvagem (rsrs). A caminhada foi longa, passeamos bastante na suerficie do glaciar. Pudemos ver belas paisagesn. Rios e galerias ocasionadas pelo degelo. Só vendo as fotos para entender a dimensão disso tudo. Tiveram duas artes engraçadas nesse trecho do dia. O primeiro foi a tradução que eiu fazia pro Brown do que o guia flava em inglês. Ele comentou como se formava o glaciar. Eu traduzi em bom português: os glaciares são como melecas, saem de cima em forma mole, vão sefimentando e ganhando forma com a temperatura diferenciada. Ele ficou reclamando, mas é a mais pura verdade!!! Enfim, glaciares são melecas de montanhas. Outro onto engraçado foi na hora do almoço, quando tivemos que sentar no gelo usando umas sacolas que nos deram. E que minha bunda começou a congelar. Daí comecei a enfiar a comida de qualquer jeito na boca, Comia desesperadamente para poder levantar logo. Em seguida, perdi a tal sacola. Eu rocuro por ulado, por outro. O romeno me ajudou. Depois de rocurar praticamente uns 10 inutos, um italiano pergunto se é meu. Ufa! Uma coisa interessante da caminhada é que bebemos água natural do glaciar. Co o degelo e a formação de rios em cima do glaciar, colhemos água nos córregos e bebemos. A água era deliciosa, mas o Brown nem quis exerimentar. Acho que pra ele a água só presta se for paga. Terminada a caminhada, me senti “estrupado” (sic) “rsrs). Completamente destruído. Morto! Cinco horas de caminhada foram uma crueldade comigo. No barco de volta nos deram alfajor. O alfajor da argentina é infitamente melhor que o brasileiro. Muito gostoso. Retornamos à cidade, deixamos os romenos no albergue deles e viemos ara o nosso, onde tomamos banho e rumamos para o centro, com a finalidade de devolver o carro, sacar dinheri, jantar, comprar lembranças e entrar em contato com a família e namoradas. Ai começa a pior parte da viagem, até aqui. Devolvemos o carro e descobrimos que a gaslina argentina, embora da Petrobrás, é mais barata que a brasileira (2,20 pesos, algo em torno de 1,45 reais). Até ai tudo bem. Quando fomos sacar dinheri, por algum motivo eu não consegui tirar sequer um peso. Fiquei puto, queria destruir a argentina inteira. Brown me emrestou dinherio. Fomos procurar lugar para jantar. Os restaurantes ou estavam fechados (até o cassino fechou!!!!) ou cobravam uma taxa de aroximadamwnte 70 dólarea por pessoa, já que não serviam, nesta noite, os pratos do cardápio, mas a ceia natalina. Sem exagero, procuramos uma hora or um restaurante que aceitasse cartão de crédito (por conta do meu problema para sacar dinheiro), que servisse pratos normais (não ceia) e que contasse com wi-fi (para usarmos o skype). Não conseguimos esse restaurante. Resolvemos “ceiar” pizza e sandwich com coca e água mineral. Depois fomos a um restaurante, onde ficamos clandestinamente falando no skype, até sermos expulsos por não consumirmos nada. Não consegui falar com minha mãe e meu pai. Voltamos para o albergue frustrados e cansados.Dormimos cedo para pegar o vôo para Ushuaia. Em resumo: a argentina é um país desorganizado de merda, onde nada funciona direito!
Assinar:
Comentários (Atom)